Especial Chocolate – PARTE 1: a história do chocolate

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Quando eu visitei Gramado, estive em diversas lojas e fábricas da cidade e pude conhecer a história do chocolate contada por meio de museus muito interessantes para quem gosta do tema. Hoje, gostaria de compartilhar um pouco do que aprendi e contar, com as minhas próprias palavras e de forma resumida, a saga de um dos produtos mais desejados do mundo: o chocolate. Algumas datas são conflitantes de acordo com algumas fontes, mas, mais importante do que quando aconteceu, são os acontecimentos em si.

A história do chocolate

Os primeiros vestígios do cacau vieram do México (cerca de 1900 A.C.). Os Olmecas seriam o primeiro povo a cultivar o cacaueiro (Theobroma cacao) e consumir em forma de uma bebida que se acreditava possuir origem divina (e que, com certeza, dava muita energia). Mais tarde, os Maias e os Astecas continuaram o cultivo do cacau e o consumo da bebida, que virou parte dos principais rituais religiosos.

Muito tempo passou e o cacaueiro continuou sendo cultivado. O “descobrimento” da América aconteceu, e os primeiros exploradores tiveram contato com o cacau.

Cristóvão Colombo provou e aprovou a bebida afrodisíaca em uma de suas viagens, mas foi o espanhol Hernán Cortés que levou o cacau da América para a Europa. O cacau virou uma bebida amarga chamada chocolatl e depois uma pasta com especiarias. Há quem diga que os monges guardavam a sete chaves as receitas do chocolate para permitir que a iguaria fosse uma exclusividade da nobreza espanhola. Como notícias de doces bons chegam logo, não demorou muito para o cacau chegar a diversos países.

Em 1847, a empresa Fly and Sons desenvolveu o primeiro chocolate em barra (eba!). O holandês Conrad Van Houten criou a prensa que separa a manteiga e os nibs, e isso possibilitou a comercialização do cacau em pó.

Em 1873, foram vendidos os primeiros chocolates para a Páscoa, e, perto dessa data, o Confeiteiro suíço Daniel Peter usou o leite em pó do Henri Nestlé para fazer a primeira barra de chocolate ao leite.

Depois de tantos acontecimentos, com a chegada da máquina inventada pelo suíço Rudolphe Lindt, o chocolate estava pronto para ficar na textura cremosa que tanto gostamos. Daí pra frente, foram diversas criações, incluindo o chocolate branco (Nestlé).

A tendência bean to bar é relativamente nova, principalmente no Brasil, e falarei dela na próxima parte do especial.

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Mestiço Chocolates

Agora que já sabe um pouco mais sobre o passado do chocolate, que tal comer um pedaço pensando em tudo que ele representa? Eu mudei muito minha forma de saborear alguns doces após conhecer mais a fundo suas histórias.

Beijo chocolatoso!

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Blog da Confeiteira

Gabi Ribeiro tem 32 anos, mora em São Paulo e é cineasta por formação, mas Confeiteira por paixão. A ideia do blog surgiu para que ela pudesse compartilhar dicas e sempre trazer novidades fresquinhas para todos os apaixonados por doces.

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